O mercado imobiliário no Algarve

Ao contrário dos outros países europeus, Portugal não conheceu a bolha imobiliária dos anos 1996-2007. Os preços do metro quadrado ficaram razoáveis.

 

Depois, em 2008, a crise financeira afetou gravemente o mercado português.

 

Depois de uma queda acentuada da procura e dos preços, estes que voltaram a subir nos 3 anos seguintes.

 

Por exemplo, durante o primeiro semestre 2014, 14 bilhões de euros foram investidos no imobiliário em Portugal e 43% no Algarve!

 

O Algarve está na moda e há cada vez mais estrangeiros a chegar, sobretudo franceses. Os acordos luso-franceses favoreceram essa tendência. Mas não é a única razão. A falta de confiança no sistema bancário, uma fraca rentabilidade dos capitais, as ameaças terroristas, um clima social tenso, todas essas razões que incentivam os franceses a vir investir e instalar-se no Algarve, região privilegiada de Portugal. Quando se acrescenta a isso os trunfos do Algarve (cf. “ Viver no Algarve”), percebe-se facilmente a popularidade desta região.

 

O mercado imobiliário do Algarve é sustentado por 50% de procura estrangeira, nomeadamente por reformados europeus que procuram uma maior qualidade de vida e um sistema fiscal interessante.

 

A procura aumenta, os preços também. Mas, para um produto idêntico em França os preços ainda estão 30 a 50% mais baratos. O mercado ainda está hesitante e observam-se muitas disparidades nos preços por metro quadrado. Tem que se saber procurar, com tempo, para encontrar bons negócios.

O mercado do arrendamento de longa duração

Antes de uma mudança para viver no Algarve e de investir no imobiliário, são cada vez mais as pessoas a querer verificar a suas capacidades de adaptação a um novo ambiente, validar a sua localização futura, resumindo assegurar-se que fizeram uma boa escolha.

 

Assim, a opção de arrendamento de longa duração faz sentido. Mas não é assim tão simples como parece.

 

O que é preciso saber acerca do mercado do arrendamento no Algarve:

 

- O mercado do arrendamento de longa duração (deferente do aluguer sazonal) está em forte crescimento desde 2014. A oferta não supera a procura e o mercado está cada vez mais saturado.

 

- A regulamentação é cada vez mais estrita e os controlos são cada vez mais frequentes. Isso dissuade os proprietários menos escrupulosos, que até lá não declaravam suas atividades, mantendo os imóveis no mercado.

 

De facto, os imóveis tornam-se raros e os preços começaram a aumentam desde há 3 anos.

 

O mercado da venda está a subir desde 2015 e a procura não para de crescer. Os compradores ficam por vezes, desorientados perante o dilema com que se deparam: alugar para não se enganarem ou comprar antes que os preços aumentem.

 

Uma solução poderia ser encontrada com o compromisso do desenvolvimento do arrendamento com opção de compra. Estamos a trabalhar essa hipótese, a fim de responder a essa procura.

A compra chave na mão no Algarve

A compra em projeto ou em fase de construção está de regresso no Algarve.

 

Segundo o Artigo 1601-3 do Código Civil:

 

“ A venda “chave na mão” é um contrato através qual o vendedor transfere imediatamente para o cliente os seus direitos, assim como as propriedades das construções existentes. As obras futuras são decididas pelo cliente à medida da execução. O cliente vai pagando à medida do avanço das obras. O vendedor conserva os direitos de Mestre das obras até à conclusão.”

 

Nesses últimos anos a procura ultrapassa a oferta. Os construtores aumentaram a construção, mas não conseguem sempre responder à procura. De facto, os novos imóveis são vendidos em projeto, com previsões de entrega de 18 meses.

 

A venda “chave na mão” está em expansão. Não é um novo método de compra mas não foi muito utilizado nesses últimos anos em Portugal. Os construtores podem fornecer produtos de boa qualidade, mas há exceções e a vigilância tem de ser rigorosa.

 

O princípio da venda “chave na mão” é o pagamento com antecedência das obras, e depois por fases de realização. Geralmente, o cliente só se torna proprietário na entrega do produto acabado.

 

Por esses motivos, e com um mercado em plena expansão que atrai inúmeros construtores, encorajamos o máximo de prudência. É preciso tomar todas as precauções jurídicas necessárias para assegurar a compra.

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